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Fallopia japonica
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invasoras.pt
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Fallopia japonica
Sanguinária-do-Japão
Sinonímia
Reynoutria japonica Houtt.; Fallopia japonica (Houtt.) Dcne.; Fallopia japonica f. colorans (Makino) Yonek.; Fallopia japonica var. uzenensis (Honda) Yonek. & H.Ohashi; Pleuropterus cuspidatus (Siebold & Zucc.) H.Gross; Pleuropterus cuspidatus (Siebold & Zucc.) Moldenke; Pleuropterus uzenensis (Honda) Honda; Pleuropterus zuccarinii Small; Polygonum cuspidatum Siebold & Zucc.; Polygonum japonicum (Houtt.) S.L.Welsh; Polygonum pictum Jacques; Polygonum reynoutria (Houtt.) Makino; Polygonum sieboldii de Vriese; Polygonum sieboldii de Vriese ex L.H.Bailey; Polygonum zuccarinii Small; Reynoutria compactum Hook.f.; Reynoutria elata Nakai; Reynoutria hachidyoensis var. terminalis Honda; Reynoutria hachijoensis var. terminalis Honda; Reynoutria hastata Nakai; Reynoutria hastata Nakai ex Ui; Reynoutria henryi Nakai; Reynoutria uzenensis (Honda) Honda; Reynoutria yabeana Honda; Rumex obtusifolius var. transiens (Simonk.) Rech.f.; Tiniaria japonica (Houtt.) Hedberg
Classificação taxonómica
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Familia: Polygonaceae
Tipo de organismo
Tipo de habitat
Terrestre
invasoras.pt
Identificação e caracterização
Distribuição
Impactos
Prevenção e controlo
Bibliografia
Sinónimos
Reynoutria japonica Houtt.; Fallopia japonica (Houtt.) Dcne.; Fallopia japonica f. colorans (Makino) Yonek.; Fallopia japonica var. uzenensis (Honda) Yonek. & H.Ohashi; Pleuropterus cuspidatus (Siebold & Zucc.) H.Gross; Pleuropterus cuspidatus (Siebold & Zucc.) Moldenke; Pleuropterus uzenensis (Honda) Honda; Pleuropterus zuccarinii Small; Polygonum cuspidatum Siebold & Zucc.; Polygonum japonicum (Houtt.) S.L.Welsh; Polygonum pictum Jacques; Polygonum reynoutria (Houtt.) Makino; Polygonum sieboldii de Vriese; Polygonum sieboldii de Vriese ex L.H.Bailey; Polygonum zuccarinii Small; Reynoutria compactum Hook.f.; Reynoutria elata Nakai; Reynoutria hachidyoensis var. terminalis Honda; Reynoutria hachijoensis var. terminalis Honda; Reynoutria hastata Nakai; Reynoutria hastata Nakai ex Ui; Reynoutria henryi Nakai; Reynoutria uzenensis (Honda) Honda; Reynoutria yabeana Honda; Rumex obtusifolius var. transiens (Simonk.) Rech.f.; Tiniaria japonica (Houtt.) Hedberg
Descrição
Erva perene, rizomatosa, com caules aéreos anuais de até 3 m de altura. Folhas ovadas, truncadas na base, com 5-14 x 3-13 cm, pecioladas, glandulosas. Flores unissexuais, esbranquiçadas, reunidas em fascículos de 2-5 flores, por sua vez reunidos em panículas, glandulosas; 5 tépalas persistentes na frutificação, as 3 externas aladas. Frutos secos, trigonais, negros, com 4 x 2 mm. Floração: julho a setembro.
Como identificar
Erva perene com caules aéreos de até 3m e folhas grandes. As flores são esbranquiçadas, pequeninas, e estão reunidas em grupos que aparentam frequentemente estar “salientes”, acima da parte vegetativa da planta.
Taxonomia
Taxonomia
Classificação
Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Caryophyllales
Família
Polygonaceae
Género
Reynoutria
Espécie
Reynoutria japonica
Biologia e ecologia
Em carregamento
Inimigos naturais
Depois de vários agentes estudados, foi libertado em Inglaterra (em 2010) um inseto (a psila Aphalara itadori Shinji), originário do Japão, num programa de luta biológica contra Reynoutria japonica. No entanto, até à data, e ainda que o inseto tenha sobrevivido, o seu estabelecimento e o aumento das populações está muito aquém do esperado não resultando no controlo substancial da espécie-alvo. Outra hipótese é utilizar certos compostos fitotóxicos de origem fúngica, tendo a Universidade de Montana isolado 25 fitotoxinas diferentes susceptíveis de ser utilizadas como fitocidas naturais contra esta planta.
Origem e distribuição
Área de distribuição nativa: Ásia (Japão, Coreia e China). Distribuição em Portugal: Portugal continental (Minho, Douro Litoral e Beira Litoral).
Tabela de distribuição
Continente
País
Ocorrência
Ano de introdução
Invasora
Europa
[Vários países]
Estabelecida
-
Sim
América do Norte
Estabelecida
-
Sim
Oceania
Nova Zelândia
Estabelecida
-
Sim
Historial da introdução e disseminação
Foi introduzida na Europa de forma intencional , primeiro para cultivo forrageiro e melífero e depois como planta ornamental.
Caracteristicas que facilitam a invasão
Possui órgãos subterrâneos acumuladores de reservas (rizomas), cuja riqueza em amido atinge os 50% de peso seco e que se enterram no solo até aos 3 metros de profundidade. A reprodução dá-se tanto por via sexuada (sementes) como por propagação vegetativa, sendo uma das principais formas de dispersão associada ao transporte de solos contaminados com rizomas. Regenera rapidamente após o corte ou outro tipo de agressão (insectos, herbívoros, acção humana), regenerando as folhas e os caules a partir das reservas acumuladas nos rizomas. Apresenta uma grande rapidez de crescimento dos órgãos vegetativos, atingindo grandes dimensões e podendo “asfixiar” a flora competidora devido à folhagem densa que produz um forte sombreamento. Tem uma boa adaptação dos períodos de floração e frutificação ao clima temperado, aproveitando a maior parte do Verão para acumular substâncias de reserva. Possui substâncias alelopáticas que produzem necrose nas raízes das plantas próximas.
Habitats preferenciais de invasão
Aparece a proliferar em margens de linhas de água, áreas degradadas e naturais de zonas mais frias do Norte do país.
Via de introdução
Via
Tipo de via
Categoria de via
Documentos
Ornamental
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Transporte de material de habitat
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Veículos
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Tabela de impactos
Impacto ambiental
Compete de forma vantajosa com a vegetação nativa, impedindo a sua regeneração; prejudica a fauna indígena que não está preparada para utilizar esta planta e pode provocar contaminação orgânica nos solos pela má decomposição das suas folhas.
Impacto social
Em carregamento
Impacto económico
Diminui a visibilidade nas estradas, danifica canais dos rios, reduz a capacidade de desaguar dos rios e canais ao invadir os bancos, dificulta o tráfico ferroviário, danifica construções e obras públicas, diminui o valor dos pastos, produz danos na paisagem devido aos efeitos de uniformidade que surgem quando invade por completo uma zona.
Prevenção e controlo
Controlo físico Arranque manual: Nos casos em que a invasão já está consumada, os métodos de controlo activo possíveis começam pelo arranque de rizomas. No entanto, para este método ser eficaz têm de ser removidos todos os fragmentos, o que pode não ser fácil. Os rizomas podem ser encontrados no solo até uma profundidade de 3 m, tornando-se a sua remoção muito trabalhosa, demorada e dispendiosa e exigindo mão de obra com material adequado (crivos , etc.). Todos os fragmentos extraídos, uma vez retirados, devem ser completamente destruídos. Este método só é válido para os casos de invasões pequenas, muito localizadas. Estas acções podem não ser muito eficazes, porque a planta possui mecanismos de regeneração e os fragmentos resultantes podem converter-se em propágulos que contribuem para a extensão da invasão. Para que exista alguma eficácia, deve realizar-se a cada 15 dias ao longo do período vegetativo, durante pelo menos 2 anos. Em pequenas áreas invadidas, já foram utilizados geotêxteis com sucesso para evitar a regeneração após o corte. Este método consiste em cobrir o solo com uma tela de geotêxtil (existente no mercado para proteger taludes contra a erosão, ou evitar o crescimento de ervas daninhas em jardins) e uma camada de 40cm de solo (livre de espécies invasoras). Uma vez que os rizomas se podem espalhar subterraneamente, recomenda-se cobrir até um raio de 3m de distância do limite da área onde foram detectadas as plantas. Assim elimina-se toda a vegetação existente, incluindo os indivíduos de Reynoutria japonica. O custo associado é muito elevado e exige que se coloquem espécies autóctones imediatamente após a intervenção. Outro método é o pastoreio intensivo com animais domésticos, pelo menos por 5 anos. Este método é dificilmente aplicável em zonas fluviais, onde o movimento dos animais pode danificar os canais e ao longo de vias de comunicação. Controlo químico Esta espécie é resistente a quase todos os herbicidas. O único utilizado com êxito foi o glifosato, embora devido à sua toxicidade para os invertebrados aquáticos deva utilizar-se com muita precaução nos ambientes fluviais, estando somente justificado no tratamento de casos de extrema gravidade e sempre produtos comerciais homologados para uso nestas situações. Como exemplo prático de tratamento com glifosato propõe-se o programa seguinte: – 1ª fase: pulverização das folhas aos 15 dias do aparecimento dos caules com uma dose de Round-up de 6 l/Ha durante as primeiras horas da manhã, ou últimas da tarde; – 2ª fase: repetição da pulverização dois meses após a primeira aplicação para destruir os rebentos das gemas que não foram afectadas, ou o foram de forma insuficiente, acompanhada de uma escavação previa do solo até 50 cm de profundidade; – 3ª fase: após dois meses da segunda aplicação de herbicida realizar uma nova escavação mecânica sobre os restos para melhorar a acção do glifosato sobre os rizomas. Controlo biológico Depois de vários agentes estudados, foi libertado em Inglaterra (em 2010) um inseto (a psila Aphalara itadori Shinji), originário do Japão, num programa de luta biológica contra Reynoutria japonica. No entanto, até à data, e ainda que o inseto tenha sobrevivido, o seu estabelecimento e o aumento das populações está muito aquém do esperado não resultando no controlo substancial da espécie-alvo. Outra hipótese é utilizar certos compostos fitotóxicos de origem fúngica, tendo a Universidade de Montana isolado 25 fitotoxinas diferentes susceptíveis de de ser utilizadas como fitocidas naturais contra esta planta.
Origem dos dados
Invasoras.pt [Plataforma de Ciência Cidadã do Centro de Ecologia Funcional - Universidade de Coimbra & Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra]
Referências bibliográficas
Sem referências bibliográficas
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