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Acacia dealbata
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invasoras.pt
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Acacia dealbata
Mimosa
Sinonímia
Acacia decurrens var. dealbata (Link) Maiden; Acacia decurrens var. dealbata (Link) Muller; Mimosa dealbata (Link) Page; Racosperma dealbatum (Link) Pedley
Classificação taxonómica
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Familia: Fabaceae
Tipo de organismo
Plantas
Tipo de habitat
Terrestre
invasoras.pt
Identificação e caracterização
Distribuição
Impactos
Prevenção e controlo
Bibliografia
Sinónimos
Acacia decurrens var. dealbata (Link) Maiden; Acacia decurrens var. dealbata (Link) Muller; Mimosa dealbata (Link) Page; Racosperma dealbatum (Link) Pedley
Descrição
Árvore de até 15 m, com ritidoma liso, acinzentado. Folhas: perenes, verde-acinzentadas, recompostas, com 10-26 pares de pínulas, por sua vez com 20-50 pares de folíolos, estes com 2-5 x 0,4-0,7 mm; ráquis central da folha com glândulas apenas nas zonas de inserção das pínulas. Flores: amarelo-vivo reunidas em capítulos de 5-6 mm de diâmetro, formando grandes panículas. Frutos: vagens castanho-avermelhadas, comprimidas, pruinosas, ± contraídas entre as sementes. Floração: janeiro a abril.
Como identificar
Árvore perene , de folhas verde acizentadas e floração amarelo vivo
Taxonomia
Taxonomia
Classificação
Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Fabales
Família
Fabaceae
Género
Acacia
Espécie
Acacia dealbata
Notas sobre taxonomia e nomenclatura
A. dealbata foi descrito em Enum. Hort. Berol. 2: 445 (1822). O epíteto específico provém do latim «dealbatus», que significa «coberto com pó branco»; isto refere-se à aparência esbranquiçada ou prateada da copa (Boland et al., 1984). Uma forma de folha pequena, mais comummente encontrada em altitudes mais elevadas, está atualmente sob investigação para classificação subespecífica por M.D. Tindale (Herbário Nacional de Nova Gales do Sul). A. dealbata tem uma morfologia semelhante a outras espécies de Botrycephalae, como A. nano-dealbata, encontrada apenas em Victoria (Austrália) e distinguida pelas suas pinulas mais curtas e uma glândula petiolar, e é por vezes confundida com A. mearnsii, A. silvestris, A. leucoclada (Doran e Turnbull, 1997) e A. decurrens (Whibley e Smony, 1992).
Biologia e ecologia
Genética: Embora haja interesse de muitos países, não existem plantações comerciais em larga escala de A. dealbata (Neilsen et al., 1998) e, consequentemente, tem havido pouca pesquisa sobre a variação da proveniência ou a reprodução. Dada a vasta gama de ambientes em que A. dealbata ocorre, é provável que a variação genética seja importante nesta espécie (Kube et al., 1996). Recentemente, os ensaios de Kube et al. (1996) e Neilsen et al. (1998) foram estabelecidos na Tasmânia e, embora ainda não possam ser feitas recomendações conclusivas, os resultados preliminares indicam que pode haver uma variação importante entre e dentro da proveniência. Neilsen et al. (1998) encontrou variação no crescimento a nível regional, de proveniência e familiar, com a maioria da variação da taxa de crescimento a ocorrer a nível familiar. Kube et al. (1996) encontrou uma heritabilidade de 0,21 para o crescimento da altura de A. dealbata aos 16 meses. Um putativo híbrido, endémico a Victoria envolvendo A. dealbata e A. baileyana foi notado por Willis (1972) e Tame (1992). Fisiologia e Fenologia: O período entre a floração e a maturação das sementes é de 5-6 meses (Boland, 1987). A. dealbata tem uma vida moderadamente longa para espécies de acácia, superior a 20 anos (Boland, 1987). Biologia Reprodutiva: A taxa de germinação de sementes desta espécie é de 74% e existem aproximadamente 53.400 sementes/kg viáveis (Doran e Turnbull, 1997). A. dealbata propaga-se extensivamente a partir de raízes e existe igualmente profusão rebentação de troncos feridos/criação de toiças (Campbell et al., 1990).
Inimigos naturais
O agente de controlo biológico Melanterius maculatus Lea (Curculionidae) foi libertado na África do Sul para a destruição das sementes, o dano causado à espécie invasora ainda não se encontra quantificado.
Origem e distribuição
Na Austrália, A. dealbata tem uma ocorre naturalmente o norte de Nova Gales do Sul e o centro-oeste de Victoria em altitudes de 350-1000 m. Na Tasmânia, cresce entre 50-600 m de elevação (Boland et al., 1984). Naturalizou-se no Sul da Austrália e no estado de Queensland. Em Portugal, ocorre em todo o território continental (todas as províncias) bem como no arquipélago da Madeira (ilha da Madeira).
Tabela de distribuição
Continente
País
Ocorrência
Ano de introdução
Invasora
Europa
Croácia
Estabelecida
-
Não
Europa
Chipre
Estabelecida
-
Não
Europa
França
Estabelecida
-
Sim
Europa
Itália
Estabelecida
-
Não
Europa
Roménia
Estabelecida
-
Não
Europa
Espanha
Estabelecida
-
Não
América
Costa Rica
Estabelecida
-
Não
América
Guatemala
Estabelecida
-
Não
América
Estados Unidos da América
Estabelecida
-
Não
Oceania
Nova Caledónia
Estabelecida
-
Não
Oceania
Nova Zelândia
Estabelecida
-
Sim
América
Argentina
Estabelecida
-
Não
América
Chile
Estabelecida
2023
Não
América
Brasil
Erradicada
1288
Não
África
Afeganistão
Desconhecida
2023
Não
Historial da introdução e disseminação
Cultivada em Portugal para fixação de solos e como espécie florestal, plantada também para fins ornamentais.
Caracteristicas que facilitam a invasão
Reproduz-se vegetativamente formando vigorosos rebentos de touça ou raiz, após o corte. Também se reproduz por via seminal produzindo muitas sementes, que se acumulam em bancos de sementes muito numerosos, permanecendo viáveis no solo durante muitos anos. As sementes são dispersas por animais, sobretudo por pássaros e formigas, e, por vezes, por ventos fortes e por acção humana (por exemplo aquando de transporte de solos ou agarradas aos sapatos e outros materiais) o que leva à formação de focos de invasão dispersos e/ou afastados das áreas invadidas. A maioria das sementes acumulam-se debaixo das árvores-mãe. A introdução e plantação intencional generalizadas desta espécie, incluindo como ornamental, são suscetíveis de representar um risco de futuros eventos invasores.
Risco de introdução
Alto
Habitats preferenciais de invasão
Terrenos frescos dos vales, zonas montanhosas e margens de cursos de água e de vias de comunicação. Invade principalmente depois de incêndios.
Meios de movimentação e dispersão
Dispersão antropogénica (rodados de viatura, carros de extração lenhosa, etc.) e natural (anemófila, insectos, animais e pássaros)
Via de introdução
Via
Tipo de via
Categoria de via
Documentos
Agricultura
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Ornamental
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Comércio de madeiras
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Transporte de material de habitat
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Bacias |Mares | Canais interligados
Corredores e dispersão
Corredores
Águas de lastro
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Tabela de impactos
Social
Negativo
Ambiental
Negativo
Económico
Negativo
Impacto ambiental
Forma povoamentos muito densos impedindo o desenvolvimento da vegetação nativa, diminuindo o fluxo das linhas de água e agravando alguns problemas de erosão. Tem efeitos alelopáticos, impedindo o desenvolvimento de outras espécies. Produz muita folhada rica em azoto promovendo a alteração do solo, o que poderá ter efeitos negativos no desenvolvimento e sobrevivência das espécies nativas e, simultaneamente, favorecer o crescimento de A. dealbata e/ou outras espécies invasoras.
Impacto social
Impactos ao nível sanitário: alergias
Impacto económico
Diminuição da produtividade de forma genérica, embora possa haver hipótese de aproveitamento do material lenhoso desta espécie para diversas industrias transformadoras Custos elevados na aplicação de medidas de controlo.
Espécies afectadas
Teste caracteres especiais Vânia Cação
Habitats naturais afectados
Código
Descrição
91E0
Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
91F0
Florestas mistas de Quercus robur, Ulmus laevis, Ulmus minor, Fraxinus excelsior ou Fraxinus angustifolia das margens de grandes rios (Ulmenion minoris)
92A0
Florestas-galeria de Salix alba e Populus alba
92B0
Florestas-galeria junto aos cursos de água intermitentes mediterrânicos com Rhododendron ponticum, Salix e outras espécies
3270
Cursos de água de margens vasosas com vegetação da Chenopodion rubri p.p. e da Bidention p.p.
5230
Matagais arborescentes de Laurus nobilis
5330
Matos termomediterrânicos pré-desérticos
9230
Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
9240
Carvalhais ibéricos de Quercus faginea e Quercus canariensis
9330
Florestas de Quercus suber
91
Florestas da Europa temperada
Prevenção e controlo
Ter em conta a legislação relativa ao registo de pesticidas, de forma a consultar lista nacional de pesticidas registados. De igual foma deve ser consultada a autoridade nacional para este efeito (DGAV) para determinar quais os produtos legalmente autorizados a serem utilizados para o controlo químico. Os pesticidas devem ser sempre utilizados em conformidade com as regras determinadas para o produto em causa
Origem dos dados
Consultas via web e documentação impressa
Referências bibliográficas
Cabi
Disponível
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