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Lagarosiphon major
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Lagarosiphon major
Elódea-africana
Sinonímia
Lagarosiphon major (Ridl.) Moss ex V.A.Wager; Lagarosiphon muscoides var. major Ridl.; Elodea crispa
Classificação taxonómica
Classe: Liliopsida
Ordem: Alismatales
Familia: Hydrocharitaceae
Tipo de organismo
Tipo de habitat
Dulciaquícola
invasoras.pt
Identificação e caracterização
Distribuição
Impactos
Prevenção e controlo
Bibliografia
Sinónimos
Lagarosiphon major (Ridl.) Moss ex V.A.Wager; Lagarosiphon muscoides var. major Ridl.; Elodea crispa
Descrição
Planta aquática submersa de cor verde escura, pouco ramificada, com folhas pequenas alternas e curvadas para baixo e mais juntas perto do ápice. Forma “tufos” no fundo da água, podendo crescer até 6 metros, formando “tapetes” flutuantes junto da superfície. Folhas verde-escuras, pontiagudas e finamente dentadas, com 5-20mm de comprimento e 2-3 mm de largura. Estão dispostas de forma alterna, em espiral, em torno do caule e geralmente são curvadas para baixo em direcção ao caule, (mas, em águas alcalinas, podem aparecer rectas). Geralmente apresentam-se mais juntas na proximidade do ápice. Caule quebradiço e pouco ramificado pode crescer mais de 6 metros de comprimento e curva como um “J” em direcção à base. Tem raízes adventícias e rizomas que fixam a planta ao substrato. As flores femininas são muito pequenas, com três pétalas transparentes, brancas ou rosadas e situam-se acima da superfície, presas a um fino e longo pedúnculo filamentoso. Fora da sua área nativa, apenas plantas femininas são conhecidas, mas na África do Sul, de onde é originária, as plantas masculinas produzem flores que se soltam da planta, flutuando livremente para dispersar o pólen.
Como identificar
Planta aquática submersa de cor verde escura, pouco ramificada, com folhas pequenas alternas e curvadas para baixo e mais juntas perto do ápice. Forma “tufos” no fundo da água, podendo crescer até 6 metros, formando “tapetes” flutuantes junto da superfície.
Taxonomia
Taxonomia
Classificação
Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Alismatales
Família
Hydrocharitaceae
Género
Lagarosiphon
Espécie
Lagarosiphon major
Biologia e ecologia
Em carregamento
Inimigos naturais
Alguns estudos foram feitos no sentido de identificar, entre os inimigos naturais desta planta, os possíveis agentes de controlo biológico específicos desta espécie. Uma mosca-mineira-das-folhas (Hydrellia lagarosiphon) é apontada como o agente de biocontrolo mais promissor e será testada em breve na Nova Zelândia.
Origem e distribuição
Área de distribuição nativa: África do Sul. Distribuição em Portugal: Beira Litoral (Coimbra) e Algarve (Odeleite)
Tabela de distribuição
Continente
País
Ocorrência
Ano de introdução
Invasora
Oceania
Nova Zelândia
Estabelecida
-
Sim
Europa
Áustria
Estabelecida
-
Sim
Europa
França
Estabelecida
-
Sim
Europa
Alemanha
Estabelecida
-
Sim
Europa
Itália
Estabelecida
-
Sim
Europa
Espanha
Estabelecida
-
Sim
Europa
Suíça
Estabelecida
-
Sim
Europa
Reino Unido
Estabelecida
-
Sim
Historial da introdução e disseminação
A principal razão da sua introdução é o seu uso em aquariofilia como planta ornamental e oxigenadora.
Caracteristicas que facilitam a invasão
Embora não se reproduza sexualmente na Europa (não são conhecidas flores masculinas, frutos ou sementes fora da sua área de distribuição nativa), reproduz-se vegetativamente de forma eficaz, quer por expansão dos rizomas quer por fragmentação. Pequenos fragmentos podem ser transportados pela corrente nos rios e ser dispersados acidentalmente por barcos, artefactos de pesca ou outras actividades humanas e cada fragmento pode originar uma nova planta. O facto de os animais herbívoros (como peixes, aves aquáticas, invertebrados, etc) geralmente preferirem as plantas nativas pode levar à eliminação progressiva destas em locais com presença de espécies exóticas oxigenadoras (e.g. Lagarosiphon major, Egeria densa e Elodea canadensis). Por isso é frequente que acabem por ficar apenas as espécies exóticas, formando comunidades monoespecíficas (com apenas uma espécie).
Habitats preferenciais de invasão
A principal razão da sua introdução é o seu uso em aquariofilia como planta ornamental e oxigenadora.
Via de introdução
Via
Tipo de via
Categoria de via
Documentos
Animais de estimação | Aquários | Terrários
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Ornamental
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Equipamento de pesca
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Clandestinos em barcos/navios
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Bacias |Mares | Canais interligados
Corredores e dispersão
Corredores
Horticultura
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Dispersão natural das espécies
Corredores e dispersão
Não ajudado
Tabela de impactos
Impacto ambiental
Pode criar densos tapetes flutuantes que chegam a atingir 2 a 3 metros de espessura e que pode causar vários impactos negativos ecológicos e económicos. Os tapetes densos flutantes impedem a passagem da luz e eliminando as plantas aquáticas nativas e afetando negativamente as populações de invertebrados e vertebrados aquáticos, assim como afectar negativamente a qualidade da água.
Impacto social
Em carregamento
Impacto económico
Lagarosiphon major pode dificultar a navegação e limitar atividades recreativas como a natação ou a pesca, pode bloquear os sistemas de aproveitamento hidroelétrico e reduzir o valor estético.
Prevenção e controlo
Controlo físico O controlo físico pode ser feito, mas o risco de fragmentar e propagar a planta é grande. Alguns autores referem o corte e remoção das plantas e a aplicação de telas geotexteis anti-ervas, para prevenir a regeneração a partir dos rizomas. Controlo químuco Na Nova Zelândia, é referido o uso do herbicida aquático Diquat como o único registado no país para o controlo de plantas aquáticas invasoras, no entanto pode ser ineficaz em determinadas condições ambientais. Após a aplicação de herbicidas com princípio activo Triclopyr (e Dichlobenil) apenas foram observados efeitos temporários no crescimento. Controlo biológico Alguns estudos foram feitos no sentido de identificar, entre os inimigos naturais desta planta, os possíveis agentes de controlo biológico específicos desta espécie. Uma mosca-mineira-das-folhas (Hydrellia lagarosiphon) é apontada como o agente de biocontrolo mais promissor e será testada em breve na Nova Zelândia.
Origem dos dados
Invasoras.pt [Plataforma de Ciência Cidadã do Centro de Ecologia Funcional - Universidade de Coimbra & Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra]
Referências bibliográficas
Sem referências bibliográficas
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