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Acacia mearnsii
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invasoras.pt
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Acacia mearnsii
Acácia-negra
Sinonímia
Acacia decurrens var. mollis Lindl., A. decurrens var. mollis Willd., A. mollissima sensu auct, A. molissima Willd., Racosperma mearnsii (De Wild.) Pedley
Classificação taxonómica
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Familia: Fabaceae
Tipo de organismo
Tipo de habitat
Terrestre
invasoras.pt
Identificação e caracterização
Distribuição
Impactos
Prevenção e controlo
Bibliografia
Sinónimos
Acacia decurrens var. mollis Lindl., A. decurrens var. mollis Willd., A. mollissima sensu auct, A. molissima Willd., Racosperma mearnsii (De Wild.) Pedley
Descrição
Árvore de até 10m. Ramos com sulcos superficiais, com pêlos pequenos e finos e ápices jovens pilosos e dourados. Folhas perenes, verde-escuras, recompostas bipinadas, finamente pilosas; de 3 – 14 cm de comprimento, com 8-25 pares de pínulas, por sua vez com 30-70 pares de folíolos, estes com 1,5 – 4 mm x 0,5 – 0,8 mm; ráquis central da folha com glândulas de tamanhos diferentes, distribuídas irregularmente. Flores amarelo-pálidas, reunidas em capítulos, de 5 – 6 mm de Ø. Vagens castanho-escuras, comprimidas, ± rectas contraídas entre as sementes.
Como identificar
Árvore perene, de folhas compostas, verde-escuras e flores reunidas em “bolinhas” amarelo-pálido
Taxonomia
Taxonomia
Classificação
Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Fabales
Família
Fabaceae
Género
Acacia
Espécie
Acacia mearnsii
Biologia e ecologia
Genética: mostra variação na taxa de crescimento, adaptação à seca e às baixas temperaturas, e nas características da madeira e da casca. Tem sido uma importante espécie de plantação fora da Austrália há mais de 100 anos e foram estabelecidos programas de selecção e reprodução baseados em raças terrestres locais na África do Sul (Li, 1997) e no Brasil (Higa e Resende, 1994). Na África do Sul, vários traços de grande importância económica - teor de tanino, incidência de gomose, forma do caule e taxas de sobrevivência - foram significativamente melhorados em duas gerações de reprodução, mas o vigor ou espessura da casca não o foram (Li, 1997). Só nos últimos anos é que foram feitas colecções sistemáticas de sementes da área de distribuição natural para explorar a variação da proveniência para características comerciais tais como volume e produção de taninos. Raymond (1987; 1997) descreve uma estratégia de reprodução para fazer uma utilização óptima deste material e produzir sementes para plantações. Fisiologia e Fenologia: A acacia mearnsii é uma espécie pouco exigente com um rápido crescimento do caule. Taxas de crescimento até 3 m por ano são possíveis após 3-5 anos (Wiersum, 1991). É uma espécie de vida relativamente curta, com uma esperança de vida de 10-20 anos. Após o fogo, as sementes germinam e a reprodução vegetativa ocorre a partir de brotação basal (Weber, 2003). Uma relva estabelecida é capaz de competir com as plântulas de A. mearnsii (Kruger et al., 1986). Uma grande proporção da semente pode ficar adormecida no solo e a semente pode permanecer viável por mais de 50 anos (Dean et al., 1986).
Inimigos naturais
Nos países tropicais, esta espécie é atacada por vários insectos incluindo herbívoros (Acanthopsyche junode), brocas de caule (Platypus solidus) e lagartas (Achaea lienardi). Em regiões com mais de 3000 mm de precipitação anual (por ex., Indonésia) a maioria dos danos ocorre devido a ataques fúngicos de Armillaria, Corticium, Fomes e Phytophtora spp. (Wiersum, 1991; Orwa et al., 2009).
Origem e distribuição
Originária do sudeste da Austrália e Tasmânia. Em Portugal continental ocorre no Minho, Douro Litoral, Beira Litoral, Beira Baixa, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve. Ocorre também no arquipélago da Madeira (ilha da Madeira).
Tabela de distribuição
Continente
País
Ocorrência
Ano de introdução
Invasora
África
[Vários países]
Estabelecida
-
Sim
Ásia
[Vários países]
Estabelecida
-
Sim
Europa
França
Estabelecida
-
Sim
Europa
Itália
Estabelecida
-
Sim
Europa
Espanha
Estabelecida
-
Sim
América do Norte
Estados Unidos da América
Estabelecida
-
Sim
América do Norte
Jamaica
Estabelecida
-
Não
Oceania
Ilhas Cook
Estabelecida
-
Não
Oceania
Nova Zelândia
Estabelecida
-
Sim
Oceania
Papua-Nova Guiné
Estabelecida
-
Não
América do Sul
[Vários países]
Estabelecida
-
Sim
Historial da introdução e disseminação
Introduzida em Portugal para fins ornamentais e para extração de taninos
Caracteristicas que facilitam a invasão
Reproduz-se por via seminal produzindo muitas sementes, que permanecem viáveis no solo mais de 50 anos. A dispersão das sementes faz-se pelo vento, animais ou água. A germinação é estimulada pelo fogo. A espécie também se reproduz por via vegetativa, formando rebentos vigorosos de touça e raiz.
Risco de introdução
Alto
Habitats preferenciais de invasão
Áreas perturbadas, margens de linhas de água e áreas urbanas. Ocorre de 0 a 850 m e suporta geadas frequentes.
Meios de movimentação e dispersão
Dispersão antropogénica (rodados de viatura, carros de extração lenhosa, etc.) e natural (anemófila, insectos, animais e pássaros)
Via de introdução
Via
Tipo de via
Categoria de via
Documentos
Agricultura
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Horticultura
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Ornamental
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Comércio de madeiras
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Transporte de material de habitat
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Pessoas e sua bagagem/equipamento
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Veículos
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Exploração florestal
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Tabela de impactos
Social
Nulo
Ambiental
Negativo
Económico
Negativo
Impacto ambiental
Forma povoamentos densos impedindo o desenvolvimento da vegetação nativa. Em Portugal não é das espécies mais dispersas conhecendo-se relativamente poucas situações (quando comparada com A. dealbata, A. melanoxylon ou A. longifolia) onde se verifica este nível de impactes. Produz muita folhada rica em azoto, que promove a alteração do solo.
Impacto social
Informação não apurada
Impacto económico
Custos elevados na aplicação de medidas de controlo. Hipótese de aproveitamento do material lenhoso da espécie para diversas industrias da fileira florestal
Espécies afectadas
Pinheiro-manso (Pinus pinea) e pinheiro-bravo (Pinus pinaster)
Habitats naturais afectados
Código
Descrição
2270
Dunas com florestas de Pinus pinea ou Pinus pinaster ssp. atlantica
Prevenção e controlo
Ter em conta a legislação relativa ao registo de pesticidas, de forma a consultar lista nacional de pesticidas registados. De igual foma deve ser consultada a autoridade nacional para este efeito (DGAV) para determinar quais os produtos legalmente autorizados a serem utilizados para o controlo químico. Os pesticidas devem ser sempre utilizados em conformidade com as regras determinadas para o produto em causa: Controlo físico: Arranque manual: metodologia preferencial para plântulas e plantas jovens. Em substratos mais compactados, o arranque deve ser realizado na época das chuvas de forma a facilitar a remoção do sistema radicular. Deve garantir-se que não ficam raízes de maiores dimensões no solo. Corte com motorroçadora: metodologia preferencial para plântulas resultantes de germinação que tenham ainda dimensões muito pequenas (< 20 cm). Deve aplicar-se apenas em dias quentes desde que respeitando as condições de segurança. Descasque: metodologia preferencial para plantas adultas com casca sem feridas. Fazer uma incisão em anel, contínuo, à volta do tronco, à altura que for mais confortável para o aplicador e remover toda a casca e câmbio vascular até à superfície do solo, se possível até à raiz. Deve realizar-se apenas quando o câmbio vascular estiver ativo o que pode variar de local para local; as melhores épocas para realização coincidem frequentemente (mas nem sempre) com primavera e outono, em que ocorrem temperaturas mais amenas e alguma humidade. Controlo físico + químico: Corte combinado com aplicação de herbicida: metodologia aplicável a plantas adultas. Corte do tronco tão rente ao solo quanto possível e aplicação imediata (impreterivelmente nos segundos que se seguem) de herbicida (princípio ativo: glifosato) na touça. Se houver formação de rebentos, estes devem ser eliminados através de corte, arranque, pulverização foliar com herbicida (princípio ativo: glifosato) ou mesmo pastoreio. Para rebentos de maiores dimensões (a partir de 2-3 cm diâmetro) repetir a metodologia inicial (corte com aplicação de herbicida). Controlo químico: Aplicação foliar de herbicida: aplica-se a rebentos jovens (25-50 cm de altura) ou germinação elevada. Pulverizar com herbicida (princípio ativo: glifosato) limitando a aplicação à espécie-alvo. Injeção de herbicida: aplica-se a plantas adultas. Aplicação de herbicida diretamente no sistema vascular da planta através da realização de pequenos furos (com um berbequim) de ca. 10 cm de profundidade à volta do tronco da planta. Em cada furo aplicar imediatamente (impreterivelmente nos segundos que se seguem) herbicida (1 ml) com um esguicho. Os furos devem ser realizados à altura do tronco que for mais conveniente para o aplicador, num ângulo de ca. 45° (para evitar o escorrimento do herbicida) e com intervalos de 5-10 cm entre eles. O número de furos a realizar depende do diâmetro da planta. Controlo biológico : O gorgulho Melanterius maculatus Lea (Coleoptera: Curculionidae) tem sido utilizado com sucesso na África do Sul. Esta espécie alimenta-se de sementes de A. mearnsii, causando a redução do número de sementes em algumas áreas, apesar do nível de destruição das sementes não ser ainda muito elevado. A vespa Dasineura rubiformis Rübsaamen (Diptera: Cecidomyiidae) tem sido utilizada com sucesso na África do Sul. Esta espécie forma galhas nas gemas florais de A. mearnsii impedindo a formação das sementes. Estes agentes não foram ainda testados em Portugal pelo que a sua utilização ainda não constitui actualmente uma alternativa no nosso país.
Origem dos dados
Consultas via web e documentação impressa
Referências bibliográficas
Livro
Disponível
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