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Ailanthus altissima
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Ailanthus altissima
Ailanto
Sinonímia
Ailanthus glandulosa Desf.; Ailanthus peregrina (Buc’hoz) Barkley, Rhus cacodendron Ehrh., Toxicodendron altissimum Miller
Classificação taxonómica
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Familia: Simaroubaceae
Tipo de organismo
Tipo de habitat
Terrestre
invasoras.pt
Identificação e caracterização
Distribuição
Impactos
Prevenção e controlo
Bibliografia
Sinónimos
Ailanthus glandulosa Desf.; Ailanthus peregrina (Buc’hoz) Barkley, Rhus cacodendron Ehrh., Toxicodendron altissimum Miller
Descrição
Árvore dioica, de até 20 m, formando numerosos rebentos de raiz; ritidoma cinzento, liso ou longitudinalmente fendilhado; raminhos castanho-brilhantes, grossos, tortuosos e medulosos. Folhas caducas, alternas, imparifolioladas, com ráquis de até 1 m, cujos primeiros pares de folíolos têm 2-4 lobos irregulares na base; folhas jovens com extremidades avermelhadas. Flores esverdeadas, pequenas (7-8 mm), reunidas em panículas de 10-20 cm. Frutos: monocarpos samariformes com 3-4 cm, avermelhados no início. Floração: abril a julho.
Como identificar
Árvore de grandes folhas compostas, avermelhadas na extremidade em jovem, caducas, de cheiro fétido quando cortada.
Taxonomia
Taxonomia
Classificação
Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Sapindales
Família
Simaroubaceae
Género
Ailanthus
Espécie
Ailanthus altissima
Biologia e ecologia
Em carregamento
Origem e distribuição
Área de distribuição nativa: Ásia temperada (China). Área de distribuição em portugal: Portugal continental (todas as províncias), arquipélago dos Açores (ilhas de São Miguel, Santa Maria, Graciosa, Pico, Faial, Flores), arquipélago da Madeira (ilha da Madeira).
Tabela de distribuição
Continente
País
Ocorrência
Ano de introdução
Invasora
Europa
Espanha
Estabelecida
-
Sim
Europa
França
Estabelecida
-
Sim
Europa
Grécia
Estabelecida
-
Sim
Europa
Hungria
Estabelecida
-
Sim
África
África do Sul
Estabelecida
-
Sim
Oceania
Austrália
Estabelecida
-
Sim
América do Sul
[Vários países]
Estabelecida
-
Sim
América do Norte
Estados Unidos da América
Estabelecida
-
Sim
América do Norte
Canadá
Estabelecida
-
Sim
Ásia
Japão
Estabelecida
-
Sim
Ásia
Paquistão
Estabelecida
-
Sim
Historial da introdução e disseminação
Para fins ornamentais, em espaços urbanos e margens de estradas.
Caracteristicas que facilitam a invasão
Espécie pioneira de crescimento muito rápido. Reproduz-se por via seminal produzindo uma elevada quantidade de sementes (± 350 000/ano) que podem dispersar até grandes distâncias (pelo vento) e germinam se tiverem humidade. A espécie também se reproduz por via vegetativa, rebentando vigorosamente de raiz, formando extensos estolhos radiculares.
Habitats preferenciais de invasão
Áreas perturbadas, como margens de vias de comunicação, junto a vedações, áreas agrícolas abandonadas e espaços urbanos. Em áreas naturais pode estabelecer-se quando ocorrem perturbações começando a surgir com alguma frequência em zonas ribeirinhas. Desenvolve-se em todos os tipos de solos preferindo os leves e profundos. Adapta-se facilmente a solos argilosos e outros solos com baixo conteúdo em nutrientes e oxigénio. Desenvolve-se preferencialmente em locais com muito sol mas as plântulas e rebentos podem persistir no subcoberto durante muito tempo à espera de uma clareira e crescem então rapidamente (até 3 cm/dia).
Via de introdução
Via
Tipo de via
Categoria de via
Documentos
Ornamental
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Transporte de material de habitat
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Veículos
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Dispersão natural das espécies
Corredores e dispersão
Não ajudado
Tabela de impactos
Económico
Negativo
Ambiental
Negativo
Social
Negativo
Impacto ambiental
Pode formar povoamentos densos impedindo o desenvolvimento da vegetação nativa. Tem efeitos alelopáticos, impedindo o desenvolvimento de outras espécies.
Impacto social
Em carregamento
Impacto económico
Custos elevados na aplicação de medidas de controlo.
Prevenção e controlo
Contrlo físico Arranque manual: metodologia preferencial para plântulas e plantas jovens. No caso de plantas jovens, a utilização de uma forquilha, para soltar primeiro as raízes, facilita a remoção. Em substratos mais compactados, o arranque deve ser realizado na época das chuvas de forma a facilitar a remoção do sistema radicular. Nas situações em que se sente resistência não se deve arrancar para evitar que fiquem raízes. Raízes de maiores dimensões e fragmentos que fiquem no solo têm grande probabilidade de originar novos rebentos pelo que devem ser removidos (muito importante!). Controlo físico + químico Corte combinado com aplicação de herbicida: aplica-se a plantas adultas. Corte do tronco tão rente ao solo quanto possível e aplicação imediata (impreterivelmente nos segundos que se seguem) de herbicida (princípio ativo: glifosato ou triclopir) na touça. Deve ser realizado na altura de maior crescimento da planta. Se houver formação de rebentos, estes devem ser eliminados através de arranque, pulverização foliar com herbicida (princípio ativo: glifosato ou triclopir) ou repetir a metodologia inicial (corte com aplicação de herbicida). Controlo químico Injeção com herbicida: metodologia preferencial para plantas com diâmetro superior a 5 cm. Aplicação de herbicida diretamente no sistema vascular da planta através da realização de vários golpes (com um machado, inchó ou serrote), à altura que for mais conveniente para o aplicador, num ângulo de 45° até ao alburno, e injetar imediatamente (impreterivelmente nos segundos que se seguem) em cada incisão cerca de 1ml (0,5 a 2ml consoante o tamanho do corte) de herbicida (princípio ativo: glifosato ou triclopir) com um esguicho. Os vários cortes devem ser realizados à mesma altura do tronco de forma a quase se tocarem, deixando ca. 2-4 cm de casca por cortar entre eles. Para indivíduos de menores dimensões apenas são necessários 2 ou 3 cortes, e não devem ser profundos (para evitar que a planta parta). Aplicação foliar de herbicida: aplica-se a rebentos jovens (25-50 cm de altura) ou germinação elevada. Deve ser realizada na altura de maior crescimento da planta. Pulverizar com herbicida (princípio ativo: glifosato ou triclopir) limitando a aplicação à espécie-alvo. Aplicação de herbicida sobre a casca na base da planta: aplica-se a plantas jovens até 15 cm de diâmetro. A aplicação de herbicida (princípio ativo: glifosato ou triclopir) deve ser feita até uma altura de 30 cm. Para plantas de maior dimensão, a aplicação de herbicida deve ser precedida de descasque.
Origem dos dados
Invasoras.pt [Plataforma de Ciência Cidadã do Centro de Ecologia Funcional - Universidade de Coimbra & Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra]
Referências bibliográficas
Teste
Disponível
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