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Arundo donax
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invasoras.pt
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Arundo donax
Cana, canavieira, cana-do-reino, cana-comum, cana-vieira
Sinonímia
Aira bengalensis (Retz.) J.F.Gmel.; Amphidonax bengalensis (Retz.) Steud.; Amphidonax bengalensis Roxb.; Amphidonax bengalensis Roxb. ex Nees; Amphidonax bifaria (Retz.) Steud.; Arundo aegyptia Delile; Arundo aegyptiaca Delile; Arundo aegyptiaca E.Vilm.; Arundo bambusifolia Hook.f.; Arundo bengalensis Retz.; Arundo bifaria Retz.; Arundo coleotricha (Hack.) Honda; Arundo glauca Bubani; Arundo latifolia Salisb.; Arundo longifolia Salisb. ex Hook.f.; Arundo longifolia Salisb., 1796; Arundo sativa Lam.; Arundo scriptoria L.; Arundo triflora Roxb.; Arundo triflora Roxb. ex Hook.f.; Arundo versicolor Mill.; Cynodon donax (L.) Raspail; Donax arundinaceus P.Beauv.; Donax bengalensis (Retz.) P.Beauv.; Donax bifarius (Retz.) Trin. ex Spreng.; Donax donax (L.) Asch. & Graebn.; Donax sativa (Lam.) J.Presl; Donax sativus C.Presl; Donax versicolor (Mill.) P.Beauv.; Scolochloa arundinacea (P.Beauv.) Mert. & W.D.J.Koch; Scolochloa donax (L.) Gaudin
Classificação taxonómica
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Familia: Poaceae
Tipo de organismo
Tipo de habitat
Terrestre
invasoras.pt
Identificação e caracterização
Distribuição
Impactos
Prevenção e controlo
Bibliografia
Sinónimos
Aira bengalensis (Retz.) J.F.Gmel.; Amphidonax bengalensis (Retz.) Steud.; Amphidonax bengalensis Roxb.; Amphidonax bengalensis Roxb. ex Nees; Amphidonax bifaria (Retz.) Steud.; Arundo aegyptia Delile; Arundo aegyptiaca Delile; Arundo aegyptiaca E.Vilm.; Arundo bambusifolia Hook.f.; Arundo bengalensis Retz.; Arundo bifaria Retz.; Arundo coleotricha (Hack.) Honda; Arundo glauca Bubani; Arundo latifolia Salisb.; Arundo longifolia Salisb. ex Hook.f.; Arundo longifolia Salisb., 1796; Arundo sativa Lam.; Arundo scriptoria L.; Arundo triflora Roxb.; Arundo triflora Roxb. ex Hook.f.; Arundo versicolor Mill.; Cynodon donax (L.) Raspail; Donax arundinaceus P.Beauv.; Donax bengalensis (Retz.) P.Beauv.; Donax bifarius (Retz.) Trin. ex Spreng.; Donax donax (L.) Asch. & Graebn.; Donax sativa (Lam.) J.Presl; Donax sativus C.Presl; Donax versicolor (Mill.) P.Beauv.; Scolochloa arundinacea (P.Beauv.) Mert. & W.D.J.Koch; Scolochloa donax (L.) Gaudin
Descrição
Erva perene robusta, de grandes dimensões, rizomatosa, com colmos (caules) até 6 m x 1-3,5 cm, simples ou pouco ramificados, com os nós envolvidos pelas bainhas das folhas. Folhas de 1-8 cm de largura, lanceolado–lineares, de margens cortantes, com aurículas verde-amareladas na base, e longamente atenuadas em ponta fina. Flores reunidas em panículas violáceas, com 30-90 cm, oblongas, densas e ± contraídas, geralmente com pedúnculo curto e ráquila glabra. Frutos: cariopses oblongas, que não produzem sementes viáveis fora da área de distribuição nativa. Floração: agosto a outubro.
Como identificar
Erva perene de grande porte, até 6 m, rizomatosa, com longos caules robustos, cilíndricos e ocos.
Taxonomia
Taxonomia
Classificação
Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Poales
Família
Poaceae
Género
Arundo
Espécie
Arundo donax
Biologia e ecologia
Em carregamento
Origem e distribuição
Área de distribuição nativa: Embora não haja unanimidade entre os autores quanto à origem desta espécie, presume-se que seja nativa da parte oriental da Europa, Ásia temperada e tropical. Área de distribuição em Portugal: Portugal continental (todas as províncias), arquipélago dos Açores (todas as ilhas), arquipélago da Madeira (ilhas da Madeira e Porto Santo).
Tabela de distribuição
Continente
País
Ocorrência
Ano de introdução
Invasora
Europa
Espanha
Estabelecida
-
Sim
Europa
França
Estabelecida
-
Sim
Europa
Alemanha
Estabelecida
-
Sim
Europa
Hungria
Estabelecida
-
Sim
Europa
Malta
Estabelecida
-
Sim
África
Namíbia
Estabelecida
-
Sim
África
Tanzânia
Estabelecida
-
Sim
África
África do Sul
Estabelecida
-
Sim
Oceania
Austrália
Estabelecida
-
Sim
Oceania
Nova Zelândia
Estabelecida
-
Sim
América do Norte
Estados Unidos da América
Estabelecida
-
Sim
América do Norte
México
Estabelecida
-
Sim
América do Sul
Venezuela
Estabelecida
-
Sim
América do Sul
Peru
Estabelecida
-
Sim
América do Sul
Argentina
Estabelecida
-
Sim
América do Sul
Chile
Estabelecida
-
Sim
Historial da introdução e disseminação
Provavelmente pelo interesse dos colmos, nomeadamente para utilização na agricultura, em sebes e para segurança de taludes.
Caracteristicas que facilitam a invasão
Reproduz-se unicamente por via vegetativa, por rizomas, apresentando taxas de crescimento muito elevadas. Os rizomas regeneram muito vigorosamente após corte renovando e até agravando os problemas de invasão. Os fragmentos dos rizomas são transportados nos cursos de água e originam novos pontos de invasão, a grandes distâncias, quando ficam retidos nas margens. Os ramos mortos são inflamáveis e a planta regenera após o fogo.
Habitats preferenciais de invasão
Na proximidade de linhas de água, diques, zonas húmidas, pauis e zonas pantanosas costeiras. É também muito frequente na margem de vias de comunicação e áreas agrícolas. Cultivada por todo o país, exceto em altitudes elevadas.
Via de introdução
Via
Tipo de via
Categoria de via
Documentos
Transporte de material de habitat
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Agricultura
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Tabela de impactos
Impacto ambiental
Forma clones que ocupam áreas extensas, impedindo o desenvolvimento da vegetação nativa (nomeadamente vegetação de zonas ribeirinhas), excluindo a fauna associada e interferindo com o fluxo de água. Em ilhas/arribas impede a nidificação de algumas aves com impactes graves nessas espécies.
Impacto social
Em carregamento
Impacto económico
Custos elevados na aplicação de medidas de controlo. Em linhas de água constitui um sério obstáculo ao escoamento, aumentando, consequentemente, o risco de cheias e enxurradas. Em situações extremas, pode interferir com o movimento de barcos, provocar danos em estruturas como pontes e barragens.
Prevenção e controlo
Controlo físico Arranque manual: metodologia preferencial para plantas jovens (com rizomas de dimensões reduzidas), até cerca 2m de altura. Em substratos mais compactados, o arranque deve ser realizado na época das chuvas de forma a facilitar a remoção dos rizomas. Tanto quanto possível deve garantir-se que não ficam rizomas e/ou fragmentos dos rizomas de maiores dimensões no solo pois estes regeneram muito vigorosamente diminuindo a eficácia da metodologia. Contrlo físico + químico Corte combinado com aplicação de herbicida: aplica-se a plantas de maiores dimensões. Corte dos caules tão rente ao solo quanto possível e aplicação imediata (impreterivelmente nos segundos que se seguem) de herbicida (princípio ativo: glifosato) na zona de corte. Alguns autores referem que os rebentos são mais sensíveis ao herbicida pelo que, alternativamente, a aplicação de herbicida pode ser realizada quando os rebentos atingirem 1 a 2 m altura. A aplicação de herbicida deve ser realizada após a floração. Controlo químico Aplicação foliar de herbicida: aplica-se a rebentos jovens, até 1-2 m de altura. Pulverizar com herbicida (princípio ativo: glifosato) limitando a sua aplicação à espécie-alvo. Deve realizar-se após a floração e com recurso a pulverizadores.
Origem dos dados
Invasoras.pt [Plataforma de Ciência Cidadã do Centro de Ecologia Funcional - Universidade de Coimbra & Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra]
Referências bibliográficas
Sem referências bibliográficas
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