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Baccharis halimifolia
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Marinha Esteves | Comunidade Intermunicipal do Cávado
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Nuno Gomes Lopes
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Marinha Esteves | Comunidade Intermunicipal do Cávado
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Baccharis halimifolia
Bácaris
Sinonímia
Baccharis cuneifolia Moench; Baccharis halimifolia var. angustior DC.; Baccharis halimifolia var. halimifolia L.; Conyza halimifolia (L.) Desf.
Classificação taxonómica
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Familia: Asteraceae
Tipo de organismo
Tipo de habitat
Terrestre
Marinha Esteves | Comunidade Intermunicipal do Cávado
Identificação e caracterização
Distribuição
Impactos
Prevenção e controlo
Bibliografia
Sinónimos
Baccharis cuneifolia Moench; Baccharis halimifolia var. angustior DC.; Baccharis halimifolia var. halimifolia L.; Conyza halimifolia (L.) Desf.
Descrição
Arbusto caducifólio, dioico, de até 4 (6) m de altura, frequentemente muito ramificado. Folhas alternas, obovadas, de 2 - 6 (7) cm de comprimento, acunheadas na base e agudas no ápice, com as margens dentadas (tendendo a ser lisas nas folhas superiores) e pequenos pontinhos na superfície. Flores minúsculas, esbranquiçadas, as femininas separadas das masculinas (em plantas distintas) e reunidas em pequenos capítulos de até 6 mm, por sua vez formando cachos ao longo dos raminhos. Cipsela obovoide, de até 1 mm, comprimida e com nervuras, com papilho de pelos esbranquiçados/ prateados de ca. 8 mm. Floração de agosto a outubro.
Como identificar
Arbusto dioico, de até 4 m de altura, muito ramificado, com folhas pequenas de margens dentadas e flores esbranquiçadas com aspeto peludo nos indivíduos femininos.
Taxonomia
Taxonomia
Classificação
Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Asterales
Família
Asteraceae
Género
Baccharis
Espécie
Baccharis halimifolia
Biologia e ecologia
Reproduz-se tanto por via sexuada como vegetativamente por meio de rebentos de raiz; tem um crescimento muito rápido e regenera de touça após o corte. Produz muitas sementes as quais têm uma boa capacidade de dispersão pelo vento (até 5-6 km), embora percam a sua viabilidade cedo (viáveis até 14 meses). Após a ocorrência de incêndios restabelece-se sem problemas, devido à sua capacidade de regeneração. Adapta-se bem a solos pobres em azoto e fósforo e é tolerante à salinidade e a inundações periódicas.
Inimigos naturais
Foram estudados numerosos inimigos naturais provenientes da região de origem da planta, nomeadamente, insectos desfolhadores como Trirhabda baccharidis (Coleoptera), Aristotelia ivae (Lepidoptera) e Bucculatrix ivella (Lepidoptera), insectos formadores de galhas como Rhopalomya californica (Diptera), predadores de sementes como Ochrimnus mimulus e brocas dos caules como Oidaematophorus grandis. Não foram realizados testes de especificidade em Portugal pelo que nenhum destes organismos está disponível para utilização no nosso território.
Origem e distribuição
Área de distribuição nativa: Costa Este da América do Norte, do Maine ao Texas. Área de distribuição em Portugal: Portugal Continental (Minho).
Tabela de distribuição
Continente
País
Ocorrência
Ano de introdução
Invasora
Europa
Reino Unido
Estabelecida
-
Sim
Europa
França
Estabelecida
-
Sim
Europa
Espanha
Estabelecida
-
Sim
Europa
Bélgica
Estabelecida
-
Sim
Europa
Itália
Estabelecida
-
Sim
Oceania
Austrália
Estabelecida
-
Sim
Historial da introdução e disseminação
Provavelmente, introduzida como ornamental em zonas costeiras.
Caracteristicas que facilitam a invasão
Reproduz-se tanto por via sexuada como vegetativamente por meio de rebentos de raiz; tem um crescimento muito rápido e regenera de touça após o corte. Produz muitas sementes as quais têm uma boa capacidade de dispersão pelo vento (até 5-6 km), embora percam a sua viabilidade cedo (viáveis até 14 meses). Após a ocorrência de incêndios restabelece-se sem problemas, devido à sua capacidade de regeneração. Adapta-se bem a solos pobres em azoto e fósforo e é tolerante à salinidade e a inundações periódicas.
Habitats preferenciais de invasão
Naturaliza-se com facilidade em sapais e zonas alteradas próximas do mar, mas também pode ocorrer em habitats mais interiores, incluindo pastagens, campos antigos, valas e bermas de estradas.
Via de introdução
Via
Tipo de via
Categoria de via
Documentos
Horticultura
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Ornamental
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Contaminante de material de viveiro
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Transporte de material de habitat
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Contaminante de sementes
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Contaminante em plantas
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Contentores
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Veículos
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Tabela de impactos
Económico
Positivo
Ambiental
Negativo
Social
Nulo
Impacto ambiental
Causa impactes em ecossistemas costeiros e em sapais, alguns destes ecossistemas com grande valor ecológico, levando a perda de biodiversidade e simplificação das comunidades nativas.
Impacto social
Devido à elevada produção de pólen é considerada uma espécie alergénica.
Impacto económico
Potencialmente, custos elevados na aplicação de medidas de controlo. Pode reduzir o valor das pastagens quando ocorre nesse habitat.
Prevenção e controlo
As primeiras medidas a tomar devem ser preventivas, deixando de usar esta espécie como ornamental, substituindo-a por espécies autóctones. É também importante que os restos das podas nunca sejam depositados em meio natural ou outros locais onde possam enraizar e dar origem a novas plantas As metodologias de controlo usadas em Baccharis halimifolia incluem: Arranque: método eficaz quando as plantas são jovens e com raízes pouco profundas, ou quando as densidades são baixas. Métodos mecânicos: eficiência reduzida devido à capacidade de regeneração vegetativa (de touças e raízes) destas plantas; estes métodos mostraram-se eficazes apenas contra plântulas que tenham um sistema radicular pouco desenvolvido. Controlo químico: O uso de herbicidas (por exemplo, por pulverização dos rebentos que se formam após corte) pode proporcionar um controlo mais a longo prazo. No entanto, para além de implicar custos elevados, devem ter-se sempre em conta os possíveis efeitos negativos em termos ambientais. Controlo integrado: A melhor abordagem é geralmente conseguida ao combinar diferentes métodos. O controlo pode incluir métodos químicos, mecânicos e fogo e biológicos (ainda não disponível em Portugal) combinados com mudanças na gestão de terrenos para se adequar à situação.
Origem dos dados
Invasoras.pt [Plataforma de Ciência Cidadã do Centro de Ecologia Funcional - Universidade de Coimbra & Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra]
Referências bibliográficas
livros
Disponível
aqui
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