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Acacia longifolia
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invasoras.pt
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Acacia longifolia
Acácia-de-espigas
Sinonímia
Acacia decussata Ten.; Acacia foliosa Seem.; Acacia longifolia Paxton ex Chapm.; Acacia longifolia subsp. longifolia; Acacia longifolia var. angustata Seem.; Acacia longifolia var. bylongensis R.T.Baker; Acacia longifolia var. lanceolata Seem.; Acacia longifolia var. latifolia Sweet; Acacia longifolia var. longifolia; Acacia longifolia var. prostrata C.Moore; Acacia longifolia var. typica Benth.; Acacia sophora (Labill.) R.Br.; Acacia sophorina (Labill.) R.Br.; Acacia spathulata Tausch; Acacia thegonocarpa A.Cunn.; Acacia thegonocarpa A.Cunn. ex Sweet; Acacia trigonocarpa Jacques; Cuparilla sophorina Raf.; Mimosa falcata Dum.Cours.; Mimosa intertexta DC.; Mimosa longifolia Andrews; Mimosa macrostachya Poir.; Phyllodoce longifolia (Andrews) Link; Phyllodoce sophora Link; Racosperma longifolium (Andrews) C.Mart.; Racosperma longifolium (Andrews) Pedley; Racosperma sophora (Labill.) Mart.
Classificação taxonómica
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Familia: Fabaceae
Tipo de organismo
Plantas
Tipo de habitat
Terrestre
invasoras.pt
Identificação e caracterização
Distribuição
Impactos
Prevenção e controlo
Bibliografia
Sinónimos
Acacia decussata Ten.; Acacia foliosa Seem.; Acacia longifolia Paxton ex Chapm.; Acacia longifolia subsp. longifolia; Acacia longifolia var. angustata Seem.; Acacia longifolia var. bylongensis R.T.Baker; Acacia longifolia var. lanceolata Seem.; Acacia longifolia var. latifolia Sweet; Acacia longifolia var. longifolia; Acacia longifolia var. prostrata C.Moore; Acacia longifolia var. typica Benth.; Acacia sophora (Labill.) R.Br.; Acacia sophorina (Labill.) R.Br.; Acacia spathulata Tausch; Acacia thegonocarpa A.Cunn.; Acacia thegonocarpa A.Cunn. ex Sweet; Acacia trigonocarpa Jacques; Cuparilla sophorina Raf.; Mimosa falcata Dum.Cours.; Mimosa intertexta DC.; Mimosa longifolia Andrews; Mimosa macrostachya Poir.; Phyllodoce longifolia (Andrews) Link; Phyllodoce sophora Link; Racosperma longifolium (Andrews) C.Mart.; Racosperma longifolium (Andrews) Pedley; Racosperma sophora (Labill.) Mart.
Descrição
Arbusto ou pequena árvore perene até 8m. Folhas reduzidas a filódios laminares, oblongo-lanceoladas, com 2-4 nervuras longitudinais Flores amarelas vivo, reunidas em espigas axilares. Vagem cilíndrica contorcida na maturação. Funículo muito curto, esbranquiçado
Como identificar
Arbusto ou pequena árvore perene, de espigas amarelo vivo
Taxonomia
Taxonomia
Classificação
Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Fabales
Família
Fabaceae
Género
Acacia
Espécie
Acacia longifolia
Notas sobre taxonomia e nomenclatura
Reconhecem-se 2 variedades da Acacia longifolia, embora alguns autores as tratem como espécies distintas: Acacia longifolia longifolia and Acacia longifolia sophorae (Flora of Australia, 2015). As evidências morfológicas e bioquimicas apresentadas por Murray et al. (1978) and Pedley (1978) sugerem que a var. longifolia and var. sophorae devam ser tratadas como espécies distintas. Contudo, este ponto de vista não tem sido adoptado recentemente, nomeadamente através de Whibley and Symon (1992) e de Tame (1992).
Biologia e ecologia
Genética: a Acacia longifolia não apresenta grande plasticidade fenotipica (Peperkorn et al., 2005). Fisiologia e fenologia: A acacia longifolia é uma árvore perene que na Austrália pode ir até 9 m, em termos médios. A casca contem 15% de taninos. Cria rebentação desde a base da árvore. Refere-se que a floração na California, ocorre entre Janeiro e Abril (Baldwin et al., 2012).
Inimigos naturais
São reportados 3 inimigos naturais para esta acácia: o insecto Trichilogaster acaciaelongifoliae (Hymenoptera: Pteromalidae), o gorgulho [Melanterius ventralis (Coleoptera: Curculionidae)] que se alimenta das poucas sementes formadas e o patogenio Calonectria morgani. Os 2 primeiros são inclusivamente usados na Africa do Sul, no âmbito de acções de controlo biológico, situação que já está em testagem/monitorização em Portugal continental
Origem e distribuição
Originária do Sudeste da Austrália, encontra-se estabelecida em diversos países de África, América (do Norte e do Sul), Ásia, Europa e na Nova Zelândia, sendo invasora em vários deles.
Tabela de distribuição
Continente
País
Ocorrência
Ano de introdução
Invasora
África
Congo
Estabelecida
-
Sim
Ásia
Bangladeche
Estabelecida
-
Não
Europa
França
Estabelecida
-
Não
Europa
Alemanha
Estabelecida
-
Não
Europa
Grécia
Estabelecida
-
Não
Europa
Irlanda
Estabelecida
-
Não
Europa
Itália
Estabelecida
-
Não
Europa
Espanha
Estabelecida
-
Sim
Europa
Reino Unido
Estabelecida
-
Não
Oceania
Nova Zelândia
Estabelecida
-
Sim
Europa
Alanda
Estabelecida
2023
Não
América
Antígua e Barbuda
Desconhecida
2024
Não
Oceania
Austrália
Não Estabelecida
2023
Não
África
Marrocos
Estabelecida
2023
Não
Historial da introdução e disseminação
Introduzida em Portugal para fins ornamentais e para controlo de erosão, principalmente em dunas costeiras. Distribui-se em Portugal continental, pelos Trás-os-Montes, Minho, Douro Litoral, Beira Litoral, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve. No arquipélago da Madeira, está presente nas ilhas da Madeira e Porto Santo. No arquipélago dos Açores, está presente na ilha de Santa Maria.
Caracteristicas que facilitam a invasão
Reproduz-se por via seminal produzindo muitas sementes, que permanecem viáveis no solo durante muitos anos. A produção de sementes chega a atingir 12000 sementes/m2/ano, a grande maioria concentrada debaixo da copa da árvore. As sementes são dispersas por animais, sobretudo por pássaros e formigas, causando o aparecimento de focos de invasão. A germinação é estimulada pelo fogo. Apresenta taxa de crescimento elevada. A espécie também se reproduz por via vegetativa, formando rebentos de touça em algumas situações.
Risco de introdução
Alto
Habitats preferenciais de invasão
Dunas costeiras, alguns cabos e nas margens de linhas de água. Surge também, apesar de menos frequentemente, em margens de vias de comunicação e áreas de montanha mais interiores.
Meios de movimentação e dispersão
Dispersão antropogénica (rodados de viatura, carros de extração lenhosa, etc.) e natural (anemófila, insectos, animais e pássaros)
Via de introdução
Via
Tipo de via
Categoria de via
Documentos
Agricultura
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Ornamental
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Transporte de material de habitat
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Comércio de madeiras
Transporte não intencional
Transporte - contaminante
Exploração florestal
Transporte intencional
Fugas de cativeiro
Pessoas e sua bagagem/equipamento
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Veículos
Transporte não intencional
Transporte - clandestino
Tabela de impactos
Social
Nulo
Ambiental
Negativo
Económico
Negativo
Impacto ambiental
Impactes nos ecossistemas: Forma povoamentos muito densos impedindo o desenvolvimento da vegetação nativa, diminuindo o fluxo das linhas de água; Produz muita folhada rica em azoto e promove a alteração da composição (carbono e nutrientes, principalmente azoto) e da microbiologia do solo.
Impacto social
Informação não apurada
Impacto económico
Custos elevados na aplicação de medidas de controlo. Hipótese de aproveitamento do material lenhoso da espécie para diversas industrias da fileira florestal
Espécies afectadas
teste caracteres especiais Vânia Cação
Habitats naturais afectados
Código
Descrição
92D0
Galerias e matos ribeirinhos meridionais (Nerio-Tamaricetea e Securinegion tinctoriae)
1230
Falésias com vegetação das costas atlânticas e bálticas
2120
Dunas móveis do cordão dunar com Ammophila arenaria ("dunas brancas")
2130
Dunas fixas com vegetação herbácea ("dunas cinzentas")
2150
Dunas fixas descalcificadas atlânticas (Calluno-Ulicetea)
2170
Dunas com Salix repens ssp. argentea (Salicion arenariae)
2180
Dunas arborizadas das regiões atlântica, continental e boreal
2190
Depressões húmidas intradunares
2230
Dunas com prados da Malcolmietalia
2250
Dunas litorais com Juniperus spp
2260
Dunas com vegetação esclerófila da Cisto-Lavenduletalia
2270
Dunas com florestas de Pinus pinea ou Pinus pinaster ssp. atlantica
2330
Dunas interiores com prados abertos de Corynephorus e Agrostis
3270
Cursos de água de margens vasosas com vegetação da Chenopodion rubri p.p. e da Bidention p.p.
Factores de risco
teste dois caracteres especiais ã
Prevenção e controlo
Controlo natural: O insecto Trichilogaster acaciaelongifoliae (Hymenoptera: Pteromalidae) é utilizado com sucesso na África do Sul desde 1982. Esta espécie forma galhas nas gemas florais e vegetativas de A. longifolia impedindo a formação de até 90% das sementes. A sua utilização é combinada com o gorgulho [Melanterius ventralis (Coleoptera: Curculionidae)] que se alimenta das poucas sementes formadas. Os testes de especificidade, em quarentena, para avaliação da segurança de utilização de T. acaciaelongifoliae em Portugal foram oficialmente autorizados tendo sido concluídos em 2010. Em Julho de 2015, foi autorizada a libertação de um agente de controlo natural para conter a dispersão desta espécie, estando em curso desde Novembro libertações deste agente e respectiva monitorização. Controlo fisico: Arranque manual -metodologia preferencial para plântulas e plantas jovens. Em susbtratos mais compactados, o arranque deve ser realizado na época das chuvas de forma a facilitar a remoção do sistema radicular. Deve garantir-se que não ficam raízes de maiores dimensões no solo. Corte: metodologia preferencial para plantas adultas. Corte tão rente ao solo quanto possível. Deve ser realizado antes da maturação das sementes. Na maioria das vezes, esta operação é suficiente para o controlo eficaz da espécie. No entanto, há situações em que se verifica o rebentamento da touça após o corte, tornando necessária a aplicação desta metodologia em combinação com outras metodologias, nomeadamente a aplicação de herbicidas, em intervenções posteriores. Controlo fisico + quimico: Corte combinado com aplicação de herbicida - aplica-se a plantas adultas. Corte do tronco tão rente ao solo quanto possível e aplicação imediata (impreterivelmente nos segundos que se seguem) da touça com herbicida (princípio ativo: glifosato). Se houver formação de rebentos, estes devem ser eliminados quando atingirem 25 a 50 cm de altura através de corte ou arranque. No entanto, uma vez que esta espécie nem sempre rebenta após o corte, a utlização de herbicida não é muitas vezes necessário, pelo que não se recomenda à partida este método. Fogo controlado: pode ser utilizado estrategicamente com o objetivo de estimular a germinação do banco de sementes, e.g., após controlo dos indivíduos adultos (com a gestão adequada da biomassa resultante) ou para eliminação de plantas jovens. Tem como grande vantagem a redução do banco de sementes, quer destruindo uma parte das sementes quer estimulando a germinação das que ficam.
Origem dos dados
Consultas via web e documentação impressa
Referências bibliográficas
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